Deus quis revelar-Se ao homem (instruindo
os caminhos para a salvação da humanidade corrompida pelo pecado) a partir da
aliança com Noé, passando pelos Patriarcas (Abraão - pai da fé -, Isaac e Jacó)
e Profetas, até a Sua plena revelação em Jesus Cristo.
A revelação pública de Deus ao homem foi encerrada
com Jesus Cristo, e após Cristo não haverá outra revelação.
“Deus revelou-Se plenamente enviando o seu
próprio Filho, no qual estabeleceu a sua aliança para sempre. O Filho é a Palavra
definitiva do Pai, de modo que, depois d'Ele, não haverá outra Revelação.” (CIC 72)
A Igreja reconhece alguns episódios de
chamadas “revelações particulares ou privadas” (como por exemplo: as aparições
de Nossa Senhora em Lourdes, Fátima, Guadalupe e La Salete). Esses episódios
não visam complementar ou substituir a revelação definitiva que nos fez Jesus
Cristo, mas sim vivê-la mais plenamente em determinada época da história, como
nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC 67).
Ou seja, as revelações privadas, podem
nos ajudar a viver melhor a nossa fé em Cristo, mas nunca substituir ou
modificar a revelação completa e definitiva realizada e encerrada em Jesus
Cristo.
São João da Cruz (Doutor da Igreja) ensina que:
“Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra – e
não tem outra – (Deus) disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta
Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse
parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu
Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma
visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por
não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou
novidade.” (São João da
Cruz, Subida del monte Carmelo
2, 22, 3-5: Biblioteca Mística Carmelitana,v. 11, Burgos 1929. p. 184.)
A revelação Divina, ao longo dos
séculos, nos é transmitida pela Sagrada Escritura (Bíblia) e Sagrada
Tradição (que vem a partir dos Apóstolos, e é aprovada pela Igreja, como
por exemplo, a oração do “Credo”, que não está escrita na Bíblia e da mesma
forma o Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu). Cabe à Igreja, depositária
da fé, por seu Magistério, interpretar e transmitir a revelação Divina.

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