quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Revelação Divina


Deus quis revelar-Se ao homem (instruindo os caminhos para a salvação da humanidade corrompida pelo pecado) a partir da aliança com Noé, passando pelos Patriarcas (Abraão - pai da fé -, Isaac e Jacó) e Profetas, até a Sua plena revelação em Jesus Cristo. 


A revelação pública de Deus ao homem foi encerrada com Jesus Cristo, e após Cristo não haverá outra revelação.

“Deus revelou-Se plenamente enviando o seu próprio Filho, no qual estabeleceu a sua aliança para sempre. O Filho é a Palavra definitiva do Pai, de modo que, depois d'Ele, não haverá outra Revelação.” (CIC 72)


A Igreja reconhece alguns episódios de chamadas “revelações particulares ou privadas” (como por exemplo: as aparições de Nossa Senhora em Lourdes, Fátima, Guadalupe e La Salete). Esses episódios não visam complementar ou substituir a revelação definitiva que nos fez Jesus Cristo, mas sim vivê-la mais plenamente em determinada época da história, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC 67).

Ou seja, as revelações privadas, podem nos ajudar a viver melhor a nossa fé em Cristo, mas nunca substituir ou modificar a revelação completa e definitiva realizada e encerrada em Jesus Cristo.

São João da Cruz (Doutor da Igreja) ensina que:

“Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra – e não tem outra – (Deus) disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade.” (São João da Cruz, Subida del monte Carmelo 2, 22, 3-5: Biblioteca Mística Carmelitana,v. 11, Burgos 1929. p. 184.)


A revelação Divina, ao longo dos séculos, nos é transmitida pela Sagrada Escritura (Bíblia) e Sagrada Tradição (que vem a partir dos Apóstolos, e é aprovada pela Igreja, como por exemplo, a oração do “Credo”, que não está escrita na Bíblia e da mesma forma o Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu). Cabe à Igreja, depositária da fé, por seu Magistério, interpretar e transmitir a revelação Divina.




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