segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A paixão de Cristo: avaliação médica




Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo.

Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte. Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.

O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas, e o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produziu o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas; o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, entrega-O para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos… A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário.

Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros; Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos e os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida sabe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer; Jesus é deitado de costas; as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado.

Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego; quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu nada desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede… Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. É isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios.

A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais se esvaziar. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés.

Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui.

Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas, todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos lhe arrancam um lamento: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”

Jesus grita: “Tudo está consumado!”. Em seguida num grande brado diz:

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”

E morre… Em meu lugar e no seu.



Autor: Dr. Pierre Barbet - Livro: "A Paixão de Cristo segundo o cirurgião" 

O Dr. Piérre Barbet, cirurgião francês, estudou durante vinte e cinco anos a paixão de Cristo, à luz do Santo Sudário de Turim; após seus estudos escreveu um impressionante livro, com o título "A Paixão de Cristo segundo o cirurgião", onde narrou os horrores que o Senhor sofreu na Cruz. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Quanto vale o seu tempo?





"Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.

Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.

O que você faz? Você irá gastar cada centavo, é claro!

Todos nós somos cliente deste banco.

Chama-se TEMPO. 

Todas as manhãs são creditados para cada um 86,400 segundos.

Todas as noites o saldo é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.

Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.

Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.

Invista então no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!

O relógio está correndo.

Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

·        Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte para um estudante que repetiu o ano.

·        Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente.

·        Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um editor de um jornal semanal.

·        Para você perceber o valor de UM DIA, pergunte a uma diarista que não pode ir ao trabalho.

·        Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.

·        Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma pessoa que perdeu o trem.

·        Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.

·        Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO de segundo, pergunte a alguém que ganhou a medalha de prata em uma Olimpíada.


Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.

O ontem é história.

O amanhã é um mistério.

O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE! "


(autor desconhecido)


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Como Rezar o Terço



REZANDO O TERÇO


Oferecimento do Terço (Inicia-se com o Sinal da Cruz)


Divino Jesus, nós Vos oferecemos este rosário que vamos rezar, meditando nos mistérios da nossa Redenção. Concedei-nos, virtudes que nos são necessárias para bem rezá-los e a graça de ganharmos as indulgências desta santa devoção.

Oferecemos, particularmente, em desagravo dos pecados cometidos contra o Santíssimo Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, pela paz do mundo, pela conversão dos pecadores, pelas almas do Purgatório, pelas intenções do Santo Padre, pelo aumento e santificação do Clero, pelo vosso Vigário, pela santificação das famílias, pelas Missões, pelos doentes, pelos agonizantes, por aqueles que pediram nossas orações, por todas as nossas intenções particulares e pelo Brasil.


Em seguida segurando a cruz do terço, para atestar nossa fé em todas as verdades ensinadas por Cristo, reza-se o Creio em Deus Pai:


Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.


TERMINADO O CREIO, PRESTA-SE HOMENAGEM À SANTÍSSIMA TRINDADE:


Com um Pai-Nosso, Três Ave-Marias e um Glória-ao-Pai; a primeira Ave-Maria em honra a Deus Pai que nos criou; a segunda, a Deus Filho que nos Remiu; e a terceira, ao Espírito Santo que nos Santifica.



EM CADA MISTÉRIO SE REZA UM PAI-NOSSO, DEZ AVE-MARIAS,
 UM GLÓRIA-AO-PAI E A JACULATÓRIA:


- Glória ao Pai, ao Filho e o Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

- Jaculatória: - Ó! Meu Jesus, perdoai-nos, livra-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.


Mistérios da Gozosos
Segundas e Sábados
Mistérios Dolorosos
Terças e Sextas
Mistérios da Gloriosos
Quartas e Domingos
Mistérios Luminosos
Quintas

No Primeiro Mistério contemplamos a Anunciação do Arcanjo São Gabriel à Nossa Senhora.

No Segundo Mistério contemplamos a Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.

No Terceiro Mistério contemplamos o Nascimento
 do Menino Jesus em Belém.


No Quarto Mistério contemplamos a Apresentação do Menino Jesus no templo e a Purificação de Nossa Senhora

No Quinto Mistério contemplamos a Perda e o Encontro do Menino Jesus
no templo.



Ao término do último
 mistério reza-se o Agradecimento e o Salve-Rainha

No Primeiro Mistério contemplamos a Agonia de Cristo Nosso Senhor quando suou sangue no horto.

No Segundo Mistério contemplamos a Flagelação de Jesus Cristo atado à coluna.


No Terceiro Mistério contemplamos a Coroação
de espinhos de Nosso Senhor.


No Quarto Mistério contemplamos Jesus Cristo carregando a Cruz para o Calvário.

No Quinto Mistério contemplamos a Crucifixão
 e morte de Nosso Senhor
Jesus Cristo.



Ao término do último
mistério reza-se o Agradecimento e o Salve-Rainha

No Primeiro Mistério contemplamos a Ressurreição de Cristo Nosso Senhor.


No Segundo Mistério contemplamos a Ascensão de Nosso Senhor ao Céu.


No Terceiro Mistério contemplamos a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos com Maria no Cenáculo em Jerusalém.

No Quarto Mistério contemplamos a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.


No Quinto Mistério contemplamos a Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha de todos os anjos e santos.


Ao término do último
 mistério reza-se o Agradecimento e o Salve-Rainha

No Primeiro Mistério contemplamos o Batismo de Jesus, feito por João Batista,
no Rio Jordão.

No Segundo Mistério contemplamos Jesus nas bodas de Cana, transformando a água em vinho a pedido de Maria.

No Terceiro Mistério contemplamos Jesus anunciando o Advento do Reino e o convite à conversão.

No Quarto Mistério contemplamos a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor.


No Quinto Mistério contemplamos a Instituição da Eucaristia, onde Jesus faz alimento com o seu corpo e o seu sangue.

Ao término do último
mistério reza-se o Agradecimento e o Salve-Rainha



Agradecimento

           Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo e para mais vos obrigar vos saudamos com uma...

Salve Rainha

          Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa salve! A vós bradamos, os degradados filhos de Eva; a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce, sempre Virgem Maria.

                 Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
                 Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.


(Terna-se com o Sinal da Cruz)



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

É permitido comungar mais de uma vez no mesmo dia?


Antes de tudo cumpre esclarecer que o fiel não é obrigado a freqüentar mais que 1 Missa aos domingos, e pode, por opção pessoal, comungar em apenas 1 Celebração Eucarística, caso decida por participar de várias celebrações durante o mesmo dia. Neste caso, comunga-se uma vez em espécie (pão e/ou vinho) e as outras vezes de forma “espiritual”.

O Código de Direito Canônico, no cânon 917 estabelece que:

Cân. 917 — Quem tiver recebido a santíssima Eucaristia pode voltar a recebê-la de novo no mesmo dia, mas somente dentro da celebração eucarística em que participe, salvo o prescrito no cân. 921, § 2.

O Cânon 921, § 2, trata de situação de “perigo de morte”, quando neste caso, mesmo que o fiel já tenha comungado na Missa, recomenda-se que comungue de novo.

Uma interpretação restritiva revela que é permitido comungar 2 vezes por dia, desde que, durante a participação da Missa. Uma 3ª vez, somente seria permitida no caso de perigo de morte (Cânon 921, § 2).

Existem interpretações mais abrangentes no sentido de que, é possível comungar num mesmo dia durante todas as Missas que venha o fiel a participar, mesmo que sejam mais que 2, 3, 4, etc.

Antes de promulgação do atual Código de Direito Canônico em 25.01.1983, era restrito ao fiel comungar apenas 1 vez por dia.

Assim, entendo que a melhor interpretação é a restritiva, que permite comungar em até 2 vezes ao dia (desde que a segunda vez seja durante a participação da Missa) e ainda, uma 3ª vez, no caso de risco de morte.

P.S.: Apenas o sacerdote é obrigado a receber a comunhão em cada Missa que celebra.

FICA COMIGO, SENHOR!

Fica comigo, Senhor! 

São Padre Pio de Pietrelcina


Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer.
Sabes quão facilmente posso te abandonar.
Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
Fica Senhor comigo, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade.
Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga.
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel.
Fica Senhor comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão,a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não às mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.
São Padre Pio, rogai por nós!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Revelação Divina


Deus quis revelar-Se ao homem (instruindo os caminhos para a salvação da humanidade corrompida pelo pecado) a partir da aliança com Noé, passando pelos Patriarcas (Abraão - pai da fé -, Isaac e Jacó) e Profetas, até a Sua plena revelação em Jesus Cristo. 


A revelação pública de Deus ao homem foi encerrada com Jesus Cristo, e após Cristo não haverá outra revelação.

“Deus revelou-Se plenamente enviando o seu próprio Filho, no qual estabeleceu a sua aliança para sempre. O Filho é a Palavra definitiva do Pai, de modo que, depois d'Ele, não haverá outra Revelação.” (CIC 72)


A Igreja reconhece alguns episódios de chamadas “revelações particulares ou privadas” (como por exemplo: as aparições de Nossa Senhora em Lourdes, Fátima, Guadalupe e La Salete). Esses episódios não visam complementar ou substituir a revelação definitiva que nos fez Jesus Cristo, mas sim vivê-la mais plenamente em determinada época da história, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC 67).

Ou seja, as revelações privadas, podem nos ajudar a viver melhor a nossa fé em Cristo, mas nunca substituir ou modificar a revelação completa e definitiva realizada e encerrada em Jesus Cristo.

São João da Cruz (Doutor da Igreja) ensina que:

“Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra – e não tem outra – (Deus) disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade.” (São João da Cruz, Subida del monte Carmelo 2, 22, 3-5: Biblioteca Mística Carmelitana,v. 11, Burgos 1929. p. 184.)


A revelação Divina, ao longo dos séculos, nos é transmitida pela Sagrada Escritura (Bíblia) e Sagrada Tradição (que vem a partir dos Apóstolos, e é aprovada pela Igreja, como por exemplo, a oração do “Credo”, que não está escrita na Bíblia e da mesma forma o Dogma da Assunção de Nossa Senhora ao Céu). Cabe à Igreja, depositária da fé, por seu Magistério, interpretar e transmitir a revelação Divina.